segunda-feira, 27 de abril de 2015

DA SALA DE AULA!


Arte Naif.

O dicionário diz que naïf é aquilo que retrata simplesmente a verdade, a natureza sem artifício ou esforço: que é graciosamente inspirado pelo sentimento. O adjetivo francês naïf vem do latim nativus, que significa nascente, natural, espontâneo, primitivo. Assim, pode ser substituído também por ingênuo e primitivo. Essas definições poderiam servir para caracterizar a pintura naïf, que é natural, livre e pura. (FINKELSTEIN, 2001).
O termo “Arte naïf” surgiu através do apelido que foi usado para designar tanto a pintura quanto a personalidade de Henri Rousseau em 1890, um pintor autodidata admirado pela vanguarda artística dessa época, que incluía gênios como Picasso, Matisse e Brancusi, entre outros. Rousseau foi o primeiro naïf moderno a ser exposto e valorizado, considerado o pai da arte naïf por Lucien Finkelstein.
A partir da obra de Rousseau a crítica passou a considerar os artistas e obras não oriundos de movimentos artísticos ou escolas de arte, como de grande interesse, devido a originalidade, pureza e técnicas não formais presentes nas pinturas.
Para o escritor francês Marcelo Proust, “Aquilo que vocês chamam de pintura naïf é o sonho de um sonho” (FINKELSTEIN, 2001). A arte naïf autoresa-se em surgir por toda parte e em existir sem nada exigir.
“A pintura naïf nada mais é que a ingenuidade em sua expressão mais autêntica, uma realidade ativa, vinda diretamente das profundezas de nossa vida ancestral. A pintura naïf pode ser considerada a arte mais direta, mais sincera e menos entravada pelas convenções. “ (Anatole Javovsky apud FINKELSTEIN 2001).
MIAN (Museu Nacional de Arte Naif)


http://www.museunaif.com/educativo/espaco-do-educador/

Visite o site do MIAN, (Museu Internacional de Arte Naif)!

A proposta foi realizada com alunos do 3º Ano do Ensino Fundamental I da EMEF."Profº.Roberto P.Colacioppo", no ano de 2014 ,no projeto sobre diversidade 
cultural das regiões brasileiras.
Com essa turma trabalhei com paisagens da região sul do Brasil.
Utilizei tinta guache, sobre papel Canson A4 e caixas tetrapak, ( de leite, vazias e descascadas e com uma demão de látex branco)
Os alunos experimentaram : a pintura em um elementos tridimensional, mistura de cores e tons, organização,compartilhamento e limpeza dos materiais.
Nesta turma temos um caso de inclusão, que participou da atividade, trabalhando todas as expectativas propostas.












sexta-feira, 24 de abril de 2015

Mosaico ou arte musiva é palavra de origem grega. O trabalho consiste em um conjunto de pequenas peças de pedra ou de outros materiais como plástico, areia, papel, conchas ou o que a imaginação indicar!. O objetivo do desenho é preencher algum tipo de plano, como piso, paredes, tampos de mesa, painéis ou novamente o que a imaginação pedir! A origem da palavra "mosaico" é alemã (mouseen), a mesma que deu origem à palavra “musica”, que significa "próprio das musas”. O mosaico é uma forma de arte decorativa milenar, da época Greco-romana, quando teve seu apogeu. A técnica da “arte-musiva” consiste na colocação de “tesselas”, que são pequenos fragmentos de pedras, como mármore e granito moldado com ferramentas apropriadas. A matéria-prima podem ser pedras semipreciosas, pastilhas de vidro, seixos e outros materiais e sobre qualquer superfície. Nos dias de hoje, o mosaico ressurgiu, despertando grande interesse, sendo cada vez mais utilizado, artisticamente, na decoração de ambientes interiores e exteriores. O registro mais antigo data de 3.500 a.C., na cidade de Ur, na região da Mesopotâmia. O "Estandarte de Ur" compõe-se de dois painéis retangulares de 55 cm, feitos de arenito avermelhado e lápis-lazúli. No antigo Egito, havia preciosos trabalhos feitos em sarcófagos de antigas múmias, também havia mosaicos que decoravam colunas e paredes de templos. Entre os gregos, existiam pisos feitos com pedaços de mármore branco ou de cor, embutidos numa massa compacta e muito resistente. Um motivo que alcançou um certo sucesso na Grécia foi de pombas, conhecidas como "Os passarinhos de Plínio". Em Roma esta arte começou no século I A.C. e foi largamente usada em pisos, murais fontes e até painéis transportáveis. Em Pompeia especificamente, foi um viveiro de mosaicistas que desde os poderosos e os abastados até o povo em geral apreciavam esta arte. No período paleo-cristão, abre-se para o mosaico uma nova era: a arte bizantina, que é o verdadeiro triunfo das artes visuais do cristianismo. Combinando harmonicamente elementos ocidentais e orientais, deu origem a uma arte intelectualizada, onde o sentido de divino, de sobrenatural, manifestava-se através de um original abstracionismo. Nunca o mosaico teve tanto esplendor e foi tão largamente usado no mundo como nesse período. No mundo islâmico, a arte do mosaico teve importante aplicação na ornamentação de edifícios e mesquitas. Um outro tipo de mosaico foi o de pequenas tesselas de madeira, usado para decoração de móveis, caixas e outros objetos. Eram também usados pedaços de marfim e madrepérolas. No século XIX, caiu quase em abandono. Os estetas subdividiram a produção artística em artes maiores (pinturas a óleo, afresco, têmpera e esculturas) e em artes menores (cerâmica, esmalte sobre metal, tapeçaria e o mosaico). Mas o brilho de suas tesselas não foi apagado pelo tempo, se sentido de pintura do eterno, esperavam novamente o gênio e a mão do homem, para continuar a policromia narração do sentir humano. Na América Central que esta forma de decoração mais se difundiu, alcançando no México e no Peru suas mais perfeitas realizações. No período moderno, o mosaico, arte mural por excelência, conseguiu a metamorfose: parede-cimento-pedra-cor. Com isto, ele consegue harmonizar a arquitetura moderna.

Mosaico

A partir da técnica riquíssima do Mosaico, e a vontade de libertar a imaginação dos alunos, surgiu a ideia da proposta da realização de um Mosaico. Obviamente que dentro da sala de aula e com o curto espaço de tempo das aulas, não seria possível a utilização de pedras, madeiras e ferramentas. Portanto, a solução foi apresentar um material sem custo e de fácil manuseio. Foi então proposto aos alunos dos 7º anos aos 9º anos que elaborassem a criação de uma imagem (de preferência que fosse livre) e a execução do mosaico seria feita com garrafa Pet transparente cortadas em pequenos pedaços. Para colorir a garrafa de acordo com cada ideia, seria usado esmalte de unha. O único material com custo. O resultado foi surpreendente! Os alunos adquiriram auto confiança, liberdade no processo criativo, desenvolveram a solução de problemas, desenvolveram uma metodologia que os fez seguir passo a passo em suas criações. Foi uma experiencia sensacional e o resultado foi uma linda exposição de todos os trabalhos na escola! Espero que gostem!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

DA SALA DE AULA!

No gancho do trabalho de nossa colega  sem os esteriótipos sazonais.
arte linear, grafismo,composição cromática, fotografia, pintura corporal, percussão, tecelagem,etc.













DA SALA DE AULA!


Conhecendo a diversidade cultural das regiões do Brasil.

Trabalhar a Arte de modo interdisciplinar, integrada a proposta do Projeto Pedagógico da escola, pode resultar em uma experiência gratificante.
Durante as aulas de Arte os alunos dos 4°s Anos, tomaram contato com a obra musical e a história do compositor Luiz Gonzaga, o Gonzaguinha.
A música Asa branca, foi o tema escolhido para os trabalhos; audição da música, roda de conversa sobre a temática que ela trata,ilustração  e transformação dessa ilustração em gravura com a  isopor gravura, os desenhos característicos da chita, um imenso mundo que podemos deixar que nossos alunos mergulhem, explorando cores, sensações, formas e maneiras de fazer arte. 













terça-feira, 21 de abril de 2015

ARTE INDÍGENA



Victor Meirelles - "A Primeira Missa no Brasil"- 1861

A arte indígena está expressa nas linguagens da dança e da música, na arte da pintura corporal, arte plumária e a cerâmica, tão presentes no cotidiano e nos rituais da cultura indígena. As características desta arte remetem a valores que são cada vez mais necessários na conduta atual do ser humano: o uso responsável dos recursos naturais faz parte desta cultura. As necessidades pessoais e coletiva tinham na natureza a sua fonte, assim como os elementos que identificam e atribuem significados especiais a expressão desta arte.
A identificação do aluno com a origem cultural do país justifica um trabalho que, proponha o resgate das raízes da arte genuína brasileira, que pertence à Arte Indígena, com práticas que abordem o tema na aula de arte. A atividade envolve quatro períodos, com recursos que devem ser providenciados previamente, e materiais disponíveis na sala de arte.
O contato visual com obras (e suas referências) que ilustrem o assunto é o passo inicial para o desenvolvimento da atividade. A apresentação das obras escolhidas é o momento de aproximação e identificação, buscando o conhecimento que o aluno já possui sobre as origens do índio no Brasil. Relacionar imagens e referências históricas e geográficas, identificar e contextualizar os elementos fundamentais da arte na representação, e a importância das mensagens, que o artista ali imprimiu.
As observações feitas pelo grupo, na leitura do material exposto, devem ser exploradas ao máximo o quanto ali possa estar contido. Informações que não constam nas imagens devem ser acrescidas, completando o significado da expressão artística.
 A produção final desta experiência ratifica a aquisição de novos saberes, e a contextualização destes se completa com a prática, fundamentada pelo conteúdo trabalhado. A montagem do círculo cromático estimula a exploração das cores, e induz à criação com elementos da arte indígena.

 
Cândido Portinari - "O Descobrimento do Brasil"- 1956

Glauco Rodrigues - "A Segunda Missa no Brasil" - 1996


Alunos - Produções com guache - 2015